Attack Shark R1 é o Melhor Mouse Custo-Benefício para Jogar FPS? Review Completo

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Attack Shark R1: o “outsider” que desafia gigantes e redefine custo-benefício nos mouses para FPS

No competitivo universo dos periféricos gamer, Attack Shark R1 ganha os holofotes como a promessa de melhor custo-benefício para jogatinas de tiro em primeira pessoa. Logo nos primeiros minutos do vídeo do canal Escolha Certa, o host Mayke antecipa que ficou surpreso com o que o modelo entrega por menos de R$150 comprando direto da China. Mas hype e realidade caminham juntos? Ao longo deste artigo, destrincharemos dados práticos, métricas de laboratório e experiências em campo para descobrir se o Attack Shark R1 realmente merece lugar no seu setup competitivo. Prepare-se para aprender nuances de ergonomia, sensor, latência sem fio e como ele bate de frente com mouses que custam o triplo.

Anatomia e ergonomia: como o Attack Shark R1 se molda à sua mão

Design ambidestro ou ergonômico? A pegadinha visual

À primeira vista, o Attack Shark R1 parece um híbrido entre o clássico shape do Logitech G Pro Wireless e linhas mais curvas do Razer Viper Mini. O seu formato é simétrico, mas ligeiramente alongado na traseira, o que acomoda bem pegadas claw e fingertip. A superfície utiliza plástico ABS de textura microgranulada que lembra o acabamento matte da Zowie, garantindo firmeza mesmo em sessões intensas de Apex Legends ou CS2. Pesa 70 g sem recorrer a design perfurado, algo raro na categoria de entrada.

Botões, scroll e switches Huano blue-shell pink-dot

Mayke destaca no vídeo que a atuação dos dois botões principais é surpreendentemente nítida, graças aos switches Huano blue-shell pink-dot com força média de 55 g. Eles entregam cliques firmes, mas não cansativos, ideais para spam de tiros automáticos. O scroll possui steps definidos, importante para trocar armas em Valorant sem “pular” scroll. Já os side buttons estão posicionados alto o suficiente para não haver cliques acidentais em palm grip.

Ponto de destaque 1: Mesmo em mãos médias (18×9 cm), o corpo de 120 mm de comprimento e 59 mm de largura traseira oferece descanso confortável da palma, evitando fadiga após 3-4 horas de treino.

Sensor e performance: o coração do Attack Shark R1 bate forte?

PAW3395 a preço de banana

O grande trunfo do Attack Shark R1 é abrigar o PixArt PAW3395, sensor topo de linha presente em modelos premium como o Lamzu Atlantis. Na bancada do canal, o mouse foi submetido ao software MouseTester e registrou variação de CPI inferior a 1,2%, jitter quase nulo até 3200 CPI e angle snapping desativado de fábrica. Isso assegura rastreio impecável para micro-adjusts de spray control ou flicks rápidos.

Latência sem fio e polling rate

Utilizando receiver USB-A de 1 kHz e cabo paracord para modo com fio, o R1 alcançou média de 0,9 ms de click latency — número comparável ao Superlight 2, segundo medições do General Click Latency Tool. Mayke reforça que, na prática, não percebeu diferença nos headshots entre o R1 e seu Superlight de uso diário. A bateria de 400 mAh dura até 45 h com RGB desligado e 30 h com iluminação mínima.

Ponto de destaque 2: A firmware permite overclock via software não oficial para 2 kHz, mas só recomendo para entusiastas, pois aumenta consumo e pode introduzir instabilidade.

“Colocar o PAW3395 em um mouse abaixo de US$30 é quase um crime contra a concorrência. Quem vive de FPS competitivo precisa de rastreio perfeito, e o R1 entrega.” – Luccas Campos, analista de periféricos da ProSettings Brasil.

Construção, materiais e durabilidade: barato que dura?

Estrutura sem parafusos expostos e feet PTFE 100%

O Attack Shark R1 é montado em concha superior única, diminuindo rangidos. Mesmo aplicando torsão considerável, Mayke relatou apenas leve flexão lateral, sem ruídos. A tampa inferior traz uma porta USB-C central e quatro pés PTFE grandes, chanfrados, que deslizam suave em mousepads speed e control. O kit ainda acompanha um par extra de feet e grip tapes.

Testes de longevidade e resistência a suor

Em ensaio caseiro de queda de 1 m, o R1 não apresentou danos estruturais. O coating microgranulado resistiu a 25 h de uso contínuo sob umidade de 60% sem descascar, segundo relato do vídeo. Para quem costuma suar nas partidas ranqueadas, isso é alívio. A controladora interna utiliza microcontrolador Nordic nRF52840, já visto em mouses premium, o que sugere firmware robusta e atualização OTA.

Ponto de destaque 3: O cabo USB-C paracord incluso é mais flexível que muitos cabos de mouses de R$400, tornando o modo com fio utilizável em LAN houses onde wireless é proibido.

Software e customização: liberdade ou prisão?

Interface chinesa, mas intuitiva

O software oficial só roda em Windows, porém permite mudar DPI em passos de 50, criar macros e alternar polling. Apesar do menu não estar traduzido, ícones autoexplicativos facilitam. Um ponto negativo: para salvar perfis na memória, é preciso manter o app instalado — falha que a marca promete resolver via atualização.

RGB minimalista e perfis on-board

O LED circunda o scroll e o logo traseiro. Três efeitos (estático, respiração e onda) são acessados por atalho no próprio mouse, dispensando o software. Para campeonatos, basta desligar totalmente o RGB segurando botão DPI por 5 s, economizando bateria e evitando distrações.

  1. Seis níveis de DPI pré-configurados (400 a 6400)
  2. Macro editor com delay mínimo de 1 ms
  3. Ajuste de LOD de 1 ou 2 mm
  4. Configuração de debounce time (2-10 ms)
  5. Perfis exportáveis em .dat
  6. Notificação de firmware disponível
  7. Modo “Eco” de bateria abaixo de 15%

Comparativo de mercado: onde o R1 brilha ou tropeça?

Tabela de confrontos diretos

ModeloPeso / SensorPreço médio Brasil (R$)
Attack Shark R170 g / PAW3395150 (import)
Logitech G203 Lightsync85 g / Mercury160
Razer Viper Mini61 g / PMW3359220
Redragon Storm Elite M98885 g / PAW3370260
Logitech G30599 g / HERO280
Lamzu Thorn52 g / PAW3395550
Logitech G Pro X Superlight 260 g / HERO 2899

A tabela deixa claro: o Attack Shark R1 é o único abaixo de R$200 que entrega sensor flagship e peso “leve de verdade” sem perfurações. Entretanto, perde para rivais em quesitos como garantia nacional — ponto sensível para consumidores avessos a RMA internacional.

Experiência em jogos reais e testes de campo

CS2, Valorant e Apex Legends: relatórios práticos

Durante sete dias, Mayke alternou o Attack Shark R1 com seu Superlight 2 em partidas ranqueadas. No CS2, o rating HS manteve-se estável em 47%, diferença de 0,3 ponto em relação ao mouse premium. No Valorant, o ACS caiu apenas 4 unidades, dentro da margem de erro. No Apex, a suavidade do sensor refletiu em liftoffs certeiros de 1 mm, evitando perda de rastreio em saltos frenéticos.

Comfort score após maratona de 6 h

Usando escala de 0-10 para fadiga de mão, o R1 alcançou 8,5, superando G305 (7,0) e empatando com Viper Mini. O menor peso aliviou tensão de punho, especialmente em claw grip. Já o coating, embora aderente, acumula marcas de dedo que exigem limpeza frequente.

  • Zero spin-outs até 6500 CPI
  • Clutch de sensibilidade programável em botão lateral
  • Bateria levou 2 h para recarregar 0-100%
  • Compatível com PlayStation via dongle
  • Grip tapes elevam peso para 73 g (quase imperceptível)

Custo-benefício sob a ótica do consumidor brasileiro

Tributos, garantia e alternativas locais

Importar o Attack Shark R1 via AliExpress costuma levar 15-25 dias úteis, com tributação média de 60% sobre o valor declarado. Mesmo com imposto, o preço final raramente passa de R$200, ainda competitivo. Porém, a assistência técnica é remota: o comprador depende de reembolso parcial ou envio para a China, processo que pode durar meses. Em contrapartida, mouses nacionais contam com garantia de 12 meses, mas custam no mínimo R$250 entregando performance inferior.

Perfil de usuário ideal

Considerando as limitações, o Attack Shark R1 faz sentido para jogadores que:

  1. Querem sensor topo de linha sem gastar mais de R$250
  2. Não se incomodam em esperar delivery internacional
  3. Possuem mouse reserva caso ocorra defeito
  4. Valorizam peso leve, sem abrir mão de estrutura sólida
  5. Usam DPI baixo e precisam de LOD curto
  6. Jogam em PC ou notebook sem muitas portas USB livres
  7. Estão dispostos a lidar com software em inglês/chinês

Para consumidores que priorizam garantia local ou preferem comprar em loja física, o Razer Viper Mini Signature fica fora de cogitação por preço astronômico, e as opções realistas giram em torno de Redragon e Logitech G203, ambos inferiores em sensor.

Perguntas frequentes (FAQ)

O Attack Shark R1 funciona em 2 kHz oficialmente?

Não. Oficialmente o máximo é 1000 Hz. Overclock para 2000 Hz só via software de terceiros, o que invalida a garantia.

Qual é o tempo real de bateria em uso misto?

Nos testes, 38 h com RGB desligado, volume alto de cliques e polling 1 kHz.

É compatível com MacOS?

Funciona como HID genérico, mas o software de customização não roda no macOS.

Posso carregar e jogar ao mesmo tempo?

Sim, o cabo USB-C flexível permite uso em modo wired sem interferências.

Existe versão com dock de carregamento?

Até o momento, não. A Attack Shark sinalizou que um dock magnético pode chegar em 2025.

Qual a diferença para o G305 na prática?

Menor peso (70 vs 99 g), sensor superior (3395 vs HERO) e LOD mais baixo (1 mm vs 1,7 mm).

O scroll é barulhento?

Não. Possui steps firmes e ruído inferior a 40 dB, medido em microfone de estúdio.

Ele suporta grip tapes aftermarket?

Sim. Qualquer tape para G Pro Wireless serve com pequenos ajustes de tesoura.

Conclusão

Resumindo os achados:

  • Sensor premium PAW3395 entrega rastreio impecável.
  • Peso leve de 70 g sem furos mantém conforto e estética limpa.
  • Construção sólida resiste a torções e quedas moderadas.
  • Latência sub-1 ms rivaliza com mouses de R$800.
  • Software OK, embora só em Windows e não tão polido.
  • Garantia Internacional é o ponto mais frágil.

Sou Evaldo, apaixonado por tecnologia e pelo universo gamer. Criei o Ideias Portal para compartilhar dicas, análises e novidades que ajudam gamers a escolher os melhores produtos e aproveitar ao máximo cada jogo.